Conheci o Cauã Mendes em uma viagem para a Prainha Branca, no litoral de São Paulo. Fomos em um grupo grande de amigos, e ele era amigo de amigos nossos. Com o passar dos dias, a convivência foi criando uma conexão natural, que acabou se transformando em amizade. Tempos depois, ele também viveu sua primeira experiência com as medicinas da floresta ao nosso lado, aprofundando ainda mais esse vínculo. Esse contexto de confiança e presença foi essencial para que este ensaio fotográfico acontecesse de forma tão verdadeira.
Este ensaio fotográfico não foi planejado. Pelo contrário: ele surgiu de forma completamente espontânea. No Natal de 2025, fiz um investimento em uma nova câmera para o meu trabalho — um equipamento mais voltado para vídeo, mas que também serviria como câmera backup para fotografia. Antes de levá-la para trabalhos oficiais, eu precisava testá-la em situações reais, especialmente em ensaios fotográficos e retratos.
Estávamos reunidos no sítio de amigos nossos para a virada do ano, e este ensaio aconteceu justamente na véspera de Ano Novo. Em determinado momento, vi o Cauã andando pelo espaço, e senti de perguntar se ele toparia fazer algumas fotos. Ele topou na hora. Esse foi o meu momento de me aproximar do novo equipamento, entender como ele se comportava na fotografia de ensaio, explorar o sistema de foco de uma mirrorless — já que eu vinha de anos trabalhando com DSLR — e observar com calma a qualidade de imagem que essa câmera entrega.
Desde pequeno, o Cauã se define como alguém entre extremos: às vezes muito agitado, às vezes muito quieto — característica que permanece até hoje. Ele sempre teve interesse pelo universo da edição de vídeo e pela arte em geral. Durante o ensaio, ele compartilhou algo importante: raramente tira fotos sem camisa mostrando o tronco por completo, por conta de uma insegurança com sua costela saltada. Ainda assim, esse ensaio fotográfico o fez se sentir mais leve e tranquilo do que imaginava. Tudo aconteceu de forma descontraída, respeitosa e fluida. Segundo ele, consegue enxergar sua própria personalidade nas imagens — a calmaria e a alegria que fazem parte de quem ele é.
Esse ensaio fotográfico com o Cauã reforça algo que acredito profundamente no meu trabalho em São Paulo: a fotografia pode ser um espaço seguro de expressão, descoberta e acolhimento. Não se trata apenas de imagens bonitas, mas de criar um ambiente onde a pessoa possa se reconhecer, se permitir e, muitas vezes, ressignificar inseguranças. É nesse lugar de verdade que os melhores retratos surgem.

Fotógrafo em São Paulo, especializado em ensaios fotográficos profissionais para artistas, terapeutas, casais e eventos.
Fotógrafo Guilherme Marques | São Paulo
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